Jean Rouch

Biografia

Jean Rouch, engenheiro de Pontes e Estradas, descobre a etnografia no Níger. Durante sua segunda estada na África, ele faz a decida do rio Níger e se interessa nos Songhay, nos quais torna-se um especialista incontestável. Depois, vem sua paixão pelo cinema, que lhe fornece um novo método de estudo. Influenciado pelo Surrealismo, os trabalhos de Marcel Griaule em território Dogon e seduzido pelas regras essenciais da inspiração e da intuição, ele capta, filma a evolução do continente africano e da sociedade francesa. Sua escrita cinematográfica influenciará a geração de cineastas da Nouvelle Vague.

Em 1960, ele classifica sua maneira de filmar como « Cinema Direto », seguindo o exemplo de seus mestres Robert Flaherty e Dziga Vertov, e mais tarde « Transe Criador ». Sua obra, diversas vezes reconhecida em Veneza, Cannes e Berlim, se compõe de documentários etnográficos (Maîtres fous; Sigui synthèse), sociológicos (Chronique d’un été) e ficções (Moi, un Noir; Cocorico Monsieur Poulet). Jean Rouch foi diretor da Cinemateca Francesa, diretor de pesquisa honorário no CNRS (Centro Nacional da Pesquisa Científica) e secretário geral do Comitê do Filme Etnográfico.




Participação nos filmes

  • A Caça ao Leão com Arco
  • A Caça ao Leão com Arco

A Caça ao Leão com Arco

La Chasse au lion à l'arc (França 1965). De Jean Rouch. Em cores/80’.

Sinopse

Sinopse


"Os caçadores Songhay, uma casta hereditária, são os únicos que possuem o direito de matar leões. Aos pastores só é permitido jogar pedras para afugentá-los. Os Peul [povo nômade africano] estimam que o leão seja necessário ao rebanho, e sabem identificar cada leão por seus traços. Mas, quando um leão mata demasiado gado, é preciso suprimi-lo, pois este é um leão assassino" (J. Rouch). De 1957 à 1964, Rouch seguiu os caçadores Gaos da região de Yatakala e o filme retraça os episódios desta caça na qual técnica e magia estão intimamente ligadas: fabricação dos arcos e flechas, preparação do veneno, rastreamento e ritual de sacrifício. Mas o velho leão assassino, denominado « Americano », conseguirá evitar todas as armadilhas, e os Gaos apenas aprisionarão duas de suas fêmeas. Após a caça, os homens contam a seus filhos a história de « gaway gawey », a maravilhosa caça aos leões.

A Pirâmide humana

La pyramide humaine (França 1960). De Jean Rouch. Em preto e branco/80’.

Sinopse

Sinopse

Psicódrama no colégio de Abdjan onde Brancos e Negros convivem sem se frequentar.
  • As viúvas de quinze anos
  • As viúvas de quinze anos
  • As viúvas de quinze anos
  • As viúvas de quinze anos
  • As viúvas de quinze anos

As viúvas de quinze anos

Les Veuves de quinze ans (França 1967). De Jean Rouch. Em preto e branco/25’.

Sinopse

Sinopse

Olhar sobre a sociedade parisiense através do comportamento de duas jovens garotas. Uma séria, a outra não.
  • Crônica de um Verão
  • Crônica de um Verão
  • Crônica de um Verão
  • Crônica de um Verão
  • Crônica de um Verão

Crônica de um Verão

Chronique d'un été (França 1960). De Jean Rouch. Em cores/90’.

Sinopse

Sinopse


Durante o verão de 1960, o sociólogo Edgar Morin e Jean Rouch pesquisam sobre a vida cotidiana dos jovens parisienses para tentar compreender sua concepção de felicidade. Durante alguns meses este filme-ensaio segue, ao mesmo tempo, tal enquete, e também a evolução dos protagonistas principais. Ao redor da questão inicial «Como você vive ? Você é feliz ?», rapidamente aparecem problemáticas essenciais como a política, o desespero, o tédio, a solidão… Finalmente, o grupo interrogado durante a enquete se reúne em torno da primeira projeção do filme acabado, para discuti-lo, aceitá-lo ou rejeitá-lo. Com isso, os dois autores se encontram diante da experiência cruel, mas apaixonante, do « cinéma-vérité », ou seja, do cinema- verdade.

  • Eu, um Negro
  • Eu, um Negro
  • Eu, um Negro
  • Eu, um Negro

Eu, um Negro

Moi, un Noir (França 1959). De Jean Rouch. Em cores/73’.

Sinopse

Sinopse


Jovens nigerienses deixam sua terra natal para procurar trabalho na Costa do Marfim. Desenraizados em meio à civilização moderna, acabam chegando a Treichville, bairro operário de Abdijam. O herói, que conta sua própria história, se auto-denomina Edward G. Robinson, em honra ao ator americano. Da mesma forma, seus amigos escolhem pseudônimos destinados à lhes forjar, simbolicamente, uma personalidade ideal.

Jaguar

Jaguar

(França 1967). De Jean Rouch. Em cores/72’.

Sinopse

Sinopse

Quando começou a filmar Jaguar, em 1954, o cineasta e etnólogo Jean Rouch queria estudar a migração dos jovens que saíam do Níger para procurar trabalho (e também aventura e fortuna) na Costa do Ouro, atual Gana. Mas “é muito difícil fazer um documentário sobre migrações”, ele diria em 1981; “assim, decidimos fazer um filme de ficção”. Não havia "argumento". Rouch apenas escolheu os migrantes que filmaria e os acompanhou por um ano, registrando um "diário de viagem" quase todo sem som. Depois, em estúdio, pediu-lhes que comentassem o que se passava na tela – e os personagens revelaram um fantástico poder de improvisação. Em seu primeiro longa-metragem, Rouch inventava um recurso que confundia as fronteiras entre documentário e ficção. As convenções da linguagem documental foram efetivamente subvertidas, dando lugar à fabulação e à construção de uma nova realidade em película. Extras no DVD: Os tambores do passado [1971, 11 min]
  • Mosso Mosso, "Jean Rouch como se"
  • Mosso Mosso, "Jean Rouch como se"
  • Mosso Mosso, "Jean Rouch como se"

Mosso Mosso, "Jean Rouch como se"

Mosso Mosso (França 1998). De Jean Rouch, Jean-André Fieshi. Em cores/73’.

Sinopse

Sinopse


Este encontro com Jean Rouch cabe na exatidão do « como se », no qual se evoca o que se tornou para ele uma regra de vida e de cinema: « Ao se fazer ‘como se’, se está muito mais próximo da realidade ». E enquanto Jean Rouch, rodeado de seus amigos de sempre, Damouré e Tallou, fingia filmar um filme intitulado « La Vache Marveilleuse », Jean-André Fieschi conseguia abarcar o homem e seu método. Rende-se, aqui, uma homenagem emocionante imbuída do espírito do cineasta. É em sua relação próxima e respeitosa com seus cúmplices africanos de sempre, Damouré et Tallou, que se descobre plenamente o cineasta, inventivo e camaleão, em osmose com a África.

O Homem e as Imagens

L'Homme et les Images (França 1967). De Eric Rohmer. Com Jean Rouch, Jean-Luc Godard, René Clair. Em preto e branco/34’.

Sinopse

Sinopse

Uma série de entrevistas com René Clair, Jean Rouch e Jean-Luc Godard sobre temas diversos: a técnica cinematográfica e sua história, do mudo ao falado, a arte do espetáculo, o teatro, o cinema, o romance, a escritura e a imagem, o público, a televisão...
  • Os Mestres Loucos
  • Os Mestres Loucos
  • Os Mestres Loucos

Os Mestres Loucos

Les Maîtres fous (França 1955). De Jean Rouch. Em cores/30’.

Sinopse

Sinopse


Filmado em apenas um dia, o filme revela as práticas rituais de uma seita religiosa. Os praticantes do culto Hauka, trabalhadores nigerienses reunidos em Accra, se reúnem à ocasião de sua grande cerimônia anual. Na ‘concessão’ (…) do grande padre Mountbyéba, após uma confissão pública, começa o rito da possessão. Saliva, tremedeiras, respiração ofegante… são os signos da chegada dos ‘espíritos da força’, personificações emblemáticas da dominação colonial: o cabo da polícia, o governador, o doutor, a mulher do capitão, o general, o condutor da locomotiva, etc… A cerimônia atinge seu ápice com o sacrifício de um cão, o qual será devorado pelos possuídos. No dia seguinte, os iniciados retornam às suas atividades cotidianas.

  • Os Tambores do Passado
  • Os Tambores do Passado
  • Os Tambores do Passado

Os Tambores do Passado

Tourou et Bitti, les tambours d'avant (França 1971). De Jean Rouch. Em preto e branco/11’.

Sinopse

Sinopse


Uma cerimônia em homenagem ao gênio do mato, filmada em plano-seqüencia. Disponível como conteúdo extra do DVD Jaguar, lançado pela VideoFilmes.