Catherine Deneuve

Catherine Deneuve

(1943)

Biografia

Catherine Deneuve, nome artístico de Catherine Fabienne Dorléac, (Paris, 22 de outubro de 1943) é uma atriz francesa, considerada um modelo de elegância e beleza galesa e uma das mais respeitadas atrizes do cinema francês e mundial. Filha do ator de teatro e cinema Maurice Dorleac e irmã da também atriz Françoise Dorléac, Deneuve estreou no cinema aos 13 anos, em 1956, e durante a adolescência trabalhou em diversos pequenos filmes com o diretor Roger Vadim até chegar ao estrelato mundial em 1964, em <span style="font-weight: bold; font-style: italic;">Os Guarda Chuvas do Amor</span>, do diretor Jacques Demy. Nos anos 1960, Deneuve fez a reputação de símbolo sexual frio e inacessível através de filmes em que interpretava donzelas lindas e frígidas como <span style="font-style: italic; font-weight: bold;">A Bela da Tarde</span> de Luis Buñuel e <span style="font-style: italic; font-weight: bold;">Repulsa ao Sexo</span> de Roman Polanski.<br /><br />Descoberta por Roger Vadim, (também descobridor de Brigitte Bardot e responsável pela transformação de Jane Fonda em símbolo sexual com o filme Barbarella) com quem teve um relacionamento amoroso e um filho (Christian Vadim), Deneuve foi casada com o famoso fotógrafo de moda londrino David Bailey (em quem o diretor italiano Michelangelo Antonioni se basearia para criar o principal personagem na sua obra-prima cinematográfica Blow-Up), e após o fim do casamento, envolveu-se com o ator italiano Marcello Mastroianni, com quem teve uma filha, Chiara Mastroianni, em 1972. <br />Durante os anos 1960 e 70, Catherine Deneuve teve uma rica carreira cinematográfica, estrelando filmes de sucesso internacional como <span style="font-style: italic; font-weight: bold;">A Sereia do Mississipi</span>, <span style="font-weight: bold; font-style: italic;">Mayerling</span>, <span style="font-weight: bold; font-style: italic;">Tristana</span>, <span style="font-style: italic; font-weight: bold;">Pele de Asno</span>, entre outros, que além de a afirmarem como a grande estrela do cinema europeu da época, a transformaram no sinônimo de beleza francesa, fazendo dela a musa da alta costura da França, principalmente do estilista Yves Saint-Laurent e o rosto dos perfumes Chanel (o Chanel Nº 5, ligado a seu rosto e sua imagem, foi o mais vendido e famoso perfume do mundo por mais de duas décadas), levando-a a substituir Brigitte Bardot como a efígie de Marianne, a figura feminina oficial da República da França, estampada em selos e moedas do país.<br />Nos anos 1980, Deneuve continuou fazendo trabalhos importantes em <span style="font-style: italic; font-weight: bold;">O Último Metrô </span>de François Truffaut e <span style="font-weight: bold; font-style: italic;">Fome de Viver</span>, de Tony Scott, junto com Susan Sarandon e David Bowie, no papel de uma vampira gótica e bissexual, que a transformaria num ícone de lésbicas, gays, góticos e novos artistas da década de 1980. Deneuve sobreviveu como ícone do cinema nos anos 1990, recebendo seu segundo César (o maior prêmio do cinema francês) e uma indicação ao Oscar de melhor atriz pelo filme <span style="font-weight: bold; font-style: italic;">Indochina</span>, de 1992, que naquele ano ganharia o Oscar de melhor filme estrangeiro da Academia de Hollywood. Teve um sucesso mundial com <span style="font-style: italic;"><span style="font-weight: bold;"></span></span><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">Dançando no Escuro</span>, de Lars Von Trier, com a cantora e atriz islandesa Bjork, Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes em 2000 e <span style="font-weight: bold; font-style: italic;">8 Mulheres</span> de François Ozon (2002), ao lado de algumas das maiores atrizes francesas como Fanny Ardant e Emmanuelle Béart.




Participação nos filmes

  • A Bela da Tarde
  • A Bela da Tarde
  • A Bela da Tarde
  • A Bela da Tarde
  • A Bela da Tarde

A Bela da Tarde

Belle de jour (França, Itália 1967). De Luis Buñuel. Com Catherine Deneuve, Michel Piccoli. Em cores/100’. Classificação etária 16 anos.

Sinopse

Sinopse


Problemas perturbam a vida íntima de Séverine e Pierre. Ele é médico e não tem filhos com a bela mulher que ama, mas que sente distante. Ela sonha, mas não pode contar seus sonhos, que são alimentados pelos relatos do gozador Husson e de sua amante sobre certos prostíbulos.
Veneza 1967: Leão de Ouro;
Prêmio da Crítica do Cinema Francês 1968

  • A Mulher com Botas Vermelhas
  • A Mulher com Botas Vermelhas
  • A Mulher com Botas Vermelhas
  • A Mulher com Botas Vermelhas

A Mulher com Botas Vermelhas

La Femme aux bottes rouges (Espanha, França, Itália 1974). De Luis Buñuel. Com Catherine Deneuve, Fernando Rey, Jacques Weber. Em cores/95’.

Sinopse

Sinopse


Françoise, uma escritora de vanguarda, tem sua vida virada de cabeça para baixo após um encontro casual com o misterioso milionário Perrot. Obcecado por Françoise, ele começa a manipular seus passos. Mas a moça tem o dom de visualizar e evocar almas de outras vidas e usará todos os seus poderes sobrenaturais para enfrentá-lo. Uma homenagem de Juan Luis Buñuel aos filmes de seu pai, que foi o mestre do surrealismo.

  • A Sereia do Mississipi
  • A Sereia do Mississipi
  • A Sereia do Mississipi
  • A Sereia do Mississipi
  • A Sereia do Mississipi

A Sereia do Mississipi

La Sirene du Mississipi (França 1969). De François Truffaut. Com Catherine Deneuve, Jean-Paul Belmondo, Michel Bouquet, Nelly Borgeaud. Em cores/120’.

Sinopse

Sinopse

Louis Mathé é um rico industrial plantador de tabaco das ilhas Reunião que decide se casar, e para isso coloca anúncios no jornal. Conhece assim Julie Roussel, mulher maravilhosa, que conheceu primeiramente por cartas. Depois do casamento, ela desaparece, levando consigo todo o dinheiro de Louis. Ele parte atrás da farsante e a reencontra casualmente na França, depois de colocar um detetive no seu encalço. Na realidade, seu nome é Marion, garota de programa que tomou o lugar da verdadeira Julie. Entretanto, ela consegue sensibilizar Louis. Nesse momento, o detetive reaparece. Temendo não conseguir livrá-la da polícia, Louis o mata. Ele e ela fogem e se refugiam num chalé. Ela tenta envenená-lo e ele confessa estar louco de amor. Eles partem juntos pela neve.

  • A Vida do Castelo
  • A Vida do Castelo
  • A Vida do Castelo

A Vida do Castelo

La Vie de Château (França 1966). De Jean-Paul Rappeneau. Com Catherine Deneuve, Claude Brasseur, Philippe Noiret. Em preto e branco/92’.

Sinopse

Sinopse

Em um castelo próximo a praia de desembarque da Alemanha, um comandante alemão vive com sua amada esposa. Até que um soldado paraquedista do exército da libertação cai do céu para acordar um castelo mergulhado no marasmo. Trata-se do primeiro longa-metragem de Jean-Paul Rappeneau, um dos primeiros realizadores franceses à falar amenamente da Segunda Guerra Mundial.
  • Agente Problema
  • Agente Problema
  • Agente Problema
  • Agente Problema

Agente Problema

Agente Trouble (França 1987). De Jean-Pierre Mocky. Com Catherine Deneuve, Dominique Lavanant, Richard Bohringer, Tom Novembre. Em cores/80’.

Sinopse

Sinopse

Amanda é uma curadora de museu que descobre que sua sobrinha foi assassinada. O assassinato está relacionado à uma grande questão de Estado, e Amanda logo percebe que terá que seguir com as suas investigações por conta própria. Para isso, terá de contratar um agente secreto...

* César 1988 - Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante (Dominique Lavanant).
As "Garotas românticas" fizeram 25 anos

As "Garotas românticas" fizeram 25 anos

Les Demoiselles ont eu 25 ans (França 1993). De Agnès Varda. Com Catherine Deneuve, Jacques Perrin, Michel Legrand. Em cores/63’.

Sinopse

Sinopse

A lembrança da felicidade talvez seja também felicidade... Em Rochefort, em 1966, Jacques Demy rodou As Garotas Românticas (Les Demoiselles de Rochefort). Em 1992, a cidade fez uma grande festa para comemorar os 25 anos das Garotas Românticas. Misturando imagens dos dois verões, indo de uma festa de cinema a uma festa em honra do cinema, Agnès Varda rodou um documentário bastante colorido, no qual encontram-se os pitorescos habitantes de Rochefort, os amigos do filme, Catherine Deneuve, Jacques Perrin e as antigas crianças-figurantes, já crescidas, além das árvores de tília da Praça Colbert. Seleção Oficial do Festival de Cannes 1993, Mostra Un certain regard Placa de Ouro no Festival de Chicago 1993

Au Plus Près du Paradis

(França 2002). Com Catherine Deneuve. Em cores/1996’.

Sinopse

Sinopse

Certa noite, uma mulher encontra um cara que ela conhecera quando estudante. Ele a amava e ela amava outro... O nome de « Philippe », esse primeiro amor, é pronunciado, provocando nela um flash back que a envia a uma sala de cinema onde é exibido «Tarde demais para esquecer»... Cary Grant e Deborah Kerr se reencontram enfim, depois do desencontro no Empire State Building. Certa manhã, pouco antes de partir para Nova York, a trabalho, uma carta, deixada por uma silhueta que lembra Philippe, marca um encontro no alto do Empire State Building... Será verdade? Não é um sonho? Em Nova York, ela conhece Matt... Ele é americano, sedutor, se encanta por ela, mas a certeza do encontro impede Fanette de olhá-lo como deveria... O tête-à-tête é forçado e constrangedor, a atração é violenta, a recusa despropositada...
  • Beleza Francesa
  • Beleza Francesa

Beleza Francesa

French Beauty (França, Grã-Bretanha (Reino Unido, UK) 2005). De Pascale Lamche. Com Juliette Binoche, Audrey Tautou, Brigitte Bardot, Catherine Deneuve, Jeanne Moreau, Sara Forestier. Em cores/68’.

Sinopse

Sinopse

Documentário que investiga o estatuto da beleza feminina no cinema e na cultura franceses. Através da exibição de trechos de filmes, imagens de arquivo e comerciais de televisão, o filme examina a relação entre o cinema e as indústrias de cosméticos, perfumes e moda. Depoimentos e imagens de ícones como Catherine Deneuve, Jeanne Moreau e Brigitte Bardot ilustram o glamour, o charme e a beleza das atrizes francesas.
  • Bem Amadas
  • Bem Amadas
  • Bem Amadas
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Bem Amadas

Les Bien-aimés (França, Grã-Bretanha (Reino Unido, UK), República Tcheca 2011). De Christophe Honoré. Com Catherine Deneuve, Chiara Mastroianni, Louis Garrel, Ludivine Sagnier. Em cores/135’.

Sinopse

Sinopse


De Paris, nos anos 60, até Londres, nos nossos dias: Madeleine e a filha Vera vão e vêm pelas suas vidas e pelas dos homens que amam. Mas o amor pode ser luminoso e amargo, feliz e doloroso. Como resistir à passagem do tempo e seu combate a nossos sentimentos mais profundos?


Estreia nacional: 13 de Julho de 2012
  • Catherine Deneuve, bela e bem aqui
  • Catherine Deneuve, bela e bem aqui
  • Catherine Deneuve, bela e bem aqui

Catherine Deneuve, bela e bem aqui

Catherine Deneuve, belle et bien la (França 2009). De Anne Andreu. Com André Techiné, Arnaud Desplechin, Catherine Deneuve, Gérard Depardieu. Em cores/51’.

Sinopse

Sinopse

Catherine Deneuve zomba da fama, mas faz muito tempo que a glória faz dela um ícone que ocupa o nosso imaginário. A estrela não deixa que se aproximem facilmente, mas quando se ganha a sua confiança, ela desata a falar. Se a carreira de Catherine Deneuve narra meio século de cinema, ela testemunha também a força de uma geração que conheceu as mais fortes transformações do mundo.