Alain Resnais

Alain Resnais

Biografia

Alain Resnais nasceu em Vannes. Seus curtas-metragens, distinguidos por sua criatividade, lhe permitem ser encorajado pelo produtor Anatole Dauman. Fez "Guernica" (1950), "Nuit et Broulliard" (1955), "Toute la mémoire du monde" (1956) ou "Le chant du styrène" (1957). Testemunhas de sua habilidade, seus amigos da Nouvelle Vague, como Truffaut e Rivette já o consideravam um mestre. Com seus primeiros longas-metragens, "Hiroshima, mon amour" em 1959 e "L'annéé dernière à Marienbad" em 1960, ele adquire renome mundial. Renais sabe está rodeado de roteiristas ..... : Depois Duras e Robbet-Grillet, ele colabora com Cayrol para "Muriel" (1963), Semprum para "La guerre est finie" (1966), Sternberg para "Je t'aime, je t'aime" (1968), David Mercer para "Providence" (1977), Henri Laborit para "Mon oncle d' amérique" (1978), Bernstein para "Mélo" (1986). Em 1993, Smoking/no smoking premiado com numerosos Césars, foi co-escrito por Alain Resnais, Agnès Jaoui e Jean-Pierre Bacri. Ele os reencontra para o seu décimo-sexto longa-metragem: "On connait la chanson" que teve um grande sucesso de público.

Alain Resnais é uma das personalidades mais marcantes do cinema francês: "Meus filmes são uma tentativa, ainda que grosseira e muito primitiva, de aproximar-se da complexidade do pensamento, de seu mecanismo...."




Participação nos filmes

  • Loin du Vietnam
  • Loin du Vietnam

Loin du Vietnam

(França 1967). De Agnès Varda, Alain Resnais, Chris Marker, Claude Lelouch, Jean-Luc Godard, Joris Ivens, William Klein. Em cores/115’.

Sinopse

Sinopse

Supervisionado pelo cineasta Chris Marker (1921-2012), Loin du Vietnam foi rodado por um coletivo de diretores e técnicos, entre eles Jean-Luc Godard, Agnès Varda e Alain Resnais. Trata-se de um manifesto contra a Guerra do Vietnã e os americanos, em favor dos vietnamitas. Segundo Marker, “se algum dia um filme francês mereceu ser chamado coletivo, foi bem este, a ponto de perguntarmos, durante sua realização, quem fazia o quê”.
  • Medos Privados em Lugares Públicos
  • Medos Privados em Lugares Públicos
  • Medos Privados em Lugares Públicos
  • Medos Privados em Lugares Públicos
  • Medos Privados em Lugares Públicos

Medos Privados em Lugares Públicos

Coeurs (França 2006). De Alain Resnais. Com André Dussolier, Isabelle Carré, Lambert Wilson, Michel Vuillermoz, Pierre Arditi, Sabine Azema. Em cores/120’. Classificação etária 14 anos.

Sinopse

Sinopse


Em Paris, três homens e três mulheres que não se conhecem vivem no mesmo bairro. Estão em busca do amor, apesar de nunca terem sido bem-sucedidos em todas as suas tentativas. Todos são pessoas solitárias, com o destino fazendo com que suas vidas ora se cruzem, ora se afastem.
Trata-se de uma moderna experiência sobre relações humanas, com boas doses de romance e aquele humor delicioso e sofisticado, típico de Resnais.

  • Melô
  • Melô
  • Melô
  • Melô
  • Melô

Melô

Mélo (França 1986). De Alain Resnais. Com André Dussolier, Fanny Ardant, Pierre Arditi, Sabine Azema. Em cores/112’.

Sinopse

Sinopse


Na Paris dos anos 20, Romaine, esposa de um violinista de orquestra, fica fascinada por um amigo de juventude de seu marido: Marcel Blanc, um solista de carreira internacional que vem jantar em sua casa. Apaixonada por ele, ela instiga seu relacionamento amoroso, mesmo quando seu marido, Pierre, fica doente. Romaine chega a dar a Pierre um tratamento que piora sua doença, mas depois reconsidera a traição. Três anos depois, Pierre cobra de Marcel a verdade.
Adaptação de uma peça de Henry Bernstein, de 1929.

  • Meu Tio da América
  • Meu Tio da América
  • Meu Tio da América
  • Meu Tio da América
  • Meu Tio da América

Meu Tio da América

Mon oncle d'Amérique (França 1980). De Alain Resnais. Com Gérard Depardieu, Nelly Borgeaud, Nicole Garcia, Pierre Arditi, Roger Pierre. Em cores/125’. Classificação etária 14 anos.

Sinopse

Sinopse

Os labirintos aqui trilhados são os dos textos científicos de Henri Laborit. O próprio Prof. Henri Laborit explica neste filme sua teoria sobre como o ambiente interfere na formação da personalidade dos seres humanos. Ele expõe sua teoria sobre o comportamento humano, demonstrando suas ideias através de experimentos com ratos. Mas dessa vez, ao invés de ratos de laboratórios, os objetos de investigação são dois homens e uma mulher, de cidades, origens sociais e familiares diferentes, cujas vidas são acompanhadas desde a infância até a fase adulta. Como num jogo de espelhos, o filme narra a vida dos três personagens – um gerente de uma empresa em crise, uma atriz que largou a carreira artística e um político com ambições literárias.
* Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 1980
* Prêmio Fipresci no Festival de Cannes de 1980
* Indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1980.

  • Morrer de amor
  • Morrer de amor
  • Morrer de amor
  • Morrer de amor

Morrer de amor

L'amour à mort (França 1984). De Alain Resnais. Com Fanny Ardant, Pierre Arditi, Sabine Azema. Em preto e branco/92’.

Sinopse

Sinopse


Elisabeth e Simon estão profundamente apaixonados há dois meses. Uma noite, Simon entra em colapso e é dado como clinicamente morto. Ele volta à vida pouco depois, mas fica transtornado com a experiência. Apesar da saúde frágil, Simon pretende, dali em diante, aproveitar plenamente sua relação de paixão com Elisabeth. Eles se abrem com Judith e Jérôme, um casal de amigos, ambos pastores protestantes. Simon não quer passar po nenhum teste médico, mas o casal é forçado a lutar contra a possibilidade de sua morte.

  • Muriel
  • Muriel
  • Muriel
  • Muriel
  • Muriel

Muriel

Muriel ou Le Temps d'un retour (França, Itália 1963). De Alain Resnais. Com Delphine Seyrig, Françoise Bertin, Jean Dasté. Em cores/115’.

Sinopse

Sinopse

Contando novamente com a colaboração do escritor Jean Cayrol, que escreveu o texto de Noite e Neblina, Resnais faz um novo mergulho pelos meandros da memória, pondo lado a lado passado e presente, realidade e imaginação, para contar a história de um grupo de pessoas na cidade de Boulogne, no início da década de 1960. O enredo centra-se nos personagens de uma viúva (a Delphine Seyrig, que ganhou a Taça Volpi de melhor atriz em Veneza, em 1963) e seu jovem enteado (Jean-Baptiste Thiérrée), amobos às voltas com difíceis lembranças que lhes pertubam o passado. Um antigo amor da juventude (Jean-Pierre Kérien) volta à vida da mulher e espanta o tédio de sua existência. Já o rapaz é assombrado por memórias de uma atrocidade que testemunhou durante a guerra da Argélia, quando uma jovem chamada Muriel foi torturada até a morte.

  • Na boca, não
  • Na boca, não
  • Na boca, não

Na boca, não

Pas sur la bouche (França 2003). De Alain Resnais. Com Audrey Tautou, Isabelle Nanty, Sabine Azema. Em cores/116’.

Sinopse

Sinopse

Um próspero industrial de metalurgia, Georges Valandrey, é casado com Gilberte e acha que é seu primeiro homem. Gilberte esconde-lhe que já havia sido casada, com o americano Eric Thomson e que quebrou seus votos porque este não suportava ser beijado na boca. Por um conjunto de circunstâncias extraordinárias, Georges convida Eric para jantar em sua casa, para tratarem de negócios. Enquanto isso, o jovem artista Charly persegue Gilberte, mas a irmã desta, Arlette, tenta casá-lo com a jovem Huguette.

Baseado na opereta cômica "Pas sur la Bouche!", de 1925.

  • Noite e Neblina
  • Noite e Neblina
  • Noite e Neblina
  • Noite e Neblina

Noite e Neblina

Nuit et Brouillard (França 1955). De Alain Resnais. Em preto e branco/32’.

Sinopse

Sinopse

Um dos mais importantes documentários da história do cinema mundial. Realizado em 1955, a partir de um convite feito ao cineasta Alain Resnais pelo Comitê da História da Segunda Guerra Mundial, o filme tinha como objetivo comemorar o segundo aniversário da libertação dos campos de concentração. Mas o impacto das imagens de Noite e Neblina, que ainda hoje assombram a humanidade, e do texto do escritor Jean Cayrol, um ex-prisioneiro do campo de Orianemburgo, suplantaram a sua intenção de memorial dos desaparecidos e transformaram-se num "dispositivo de alerta" contra o nazismo e todas as formas de extermínio. Mesclando imagens coloridas dos campos abandonados e filmes de arquivos, Alain Resnais dá-nos, segundo François Truffaut, "uma lição de história, inegavelmente cruel, mas merecida".
* Exibido no Brasil apenas no âmbito das cinematecas, Noite e Neblina ganhou o Prêmio Jean Vigo em 1956.
  • O Ano Passado em Marienbad
  • O Ano Passado em Marienbad
  • O Ano Passado em Marienbad

O Ano Passado em Marienbad

L'Année dernière à Marienbad (Alemanha, Áustria, França, Itália 1961). De Alain Resnais. Com Delphine Seyrig. Em preto e branco/93’. Classificação etária Livre.

Sinopse

Sinopse


Num imenso e luxuoso palácio barroco transformado em hotel (e em labirinto espaço-temporal), entre corredores, salões decorados e estátuas, um estranho tenta convencer uma mulher casada a fugir com ele. Ele diz conhecê-la. Diz que foram amantes. Entretanto, parece difícil fazê-la lembrar de que tiveram um caso (ou que não tiveram) no ano passado, em Marienbad – ou seria Frederiksbad?


*Leão de Ouro no Festival de Veneza de 1961.
*Indicado ao 35º Oscar de Melhor Roteiro Original.
  • O Canto do Estireno
  • O Canto do Estireno

O Canto do Estireno

Le Chant du Styrène (França 1958). De Alain Resnais. Em cores/14’.

Sinopse

Sinopse


Documentário sobre a fabricação da matéria plástica, no qual a narração em versos alexandrinos de Raymond Queneau alia-se à tela larga do cinemascope.

* Prêmio Mercúrio de Ouro, Festival de Veneza, 1958 *