Maio de 68 no cinema

Maio de 68 no cinema

O mês de maio de 1968 representou o auge de um momento histórico de intensas transformações políticas, culturais e comportamentais que marcaram a segunda metade do século 20. Uma onda de protestos estudantis e operários contra o conservadorismo da época culminou na maior greve geral da Europa. Para lembrar os 50 anos desses movimentos ocorridos na França e em todo o mundo, uma série de mostras e exibições de filmes rodará o Brasil.

 Foto: Philippe Gras

No Rio de Janeiro, o Cinemaison, o cineclube do Consulado da França, dedicará todas as segundas do mês de maio à exibição de filmes censurados. Entre eles E Deus Criou a Mulher, estrelado por Brigitte Bardot e dirigido por Roger Vadim, o erótico Emmanuelle, de Just Jaeckin ou ainda, em parceria com o Instituto Italiano, Teorema de Pier Paolo PasoliniNa sessão de abertura, que acontece no dia 7 de maio, os filmes serão comentados pelo Chefe de Classificação do Centre national du cinéma et de l’image animée, Pierre Chaintreuil

Chaintreuil participa ainda de uma mesa redonda sobre a classificação indicativa dos filmes, que acontece na Casa Rui Barbosa, no dia 4 de maio, no âmbito do Colóquio franco-brasileiro “A Censura à prova do tempo”. A mesa, organizada pelo Adido Audiovisual da Embaixada da França, Raphaël Ceriez, será composta também pelo Chefe de Classificação do Ministério da Justiça no Brasil, Eduardo de Araujo Nepomuceno, e pelo mediador, o crítico e roteirista Rodrigo Fonseca.

Ainda no Rio de Janeiro, a Aliança Francesa de Botafogo recebe, entre os dias 10 e 17 de maio, um ciclo de filmes seguidos de debates. Serão exibidos Le fond de l’air est rouge e À bientôt j’espère, de Chris Marker, e Mai 68, un étrange printemps, uma série de documentários dirigidos pelo historiador e cineasta Dominique Beaux. A programação chega também às demais filiais cariocas e estará disponível em breve no site.

Além disso, acompanhando a exposição de fotografias Au Coeur de Mai 68 (No coração de maio de 68), de Philippe Gras, os filmes de Beaux estarão em cartaz também em Salvador (9 de maio, às 8h30, no Cinema da UFBA), Fortaleza (29 de abril, às 19h30, no Cinema do Dragão) e Porto Alegre (24 de abril a 15 de maio de 2018, na Cinemateca Capitólio).

Paralelamente, a Aliança Francesa de Porto Alegre e a Cinemateca Capitólio promovem um ciclo de cinema francês sobre o tema. A mostra Destrua-se – Maio de 1968 no cinema apresenta filmes realizados no calor da hora, durante a ebulição francesa do período, e reflexões posteriores que trazem novos olhares aos acontecimentos de Maio de 1968. Obras de diretores essenciais como Jean-Luc GodardChris Marker e Philippe Garrel fazem parte da programação, que acontece de 3 a 16 de maio.

Em Fortaleza, o Festival Maloca Dragão, organizado pelo Instituto Dragão do Mar em Fortaleza, escolheu este ano o tema Maio de 68: as barricadas abrem caminho. O Festival exibirá, além da série de Dominique Beaux, os filmes Le fond de l’air est rouge, de Chris MarkerMilou en Mai, de Louis Malle, e Mourir à Trente Ans, de Romain Goupil, entre os dias 26 e 29 de abril

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