Jean Rouch, engenheiro de Pontes e Estradas, descobre a etnografia no Níger. Durante sua segunda estada na África, ele faz a decida do rio Níger e se interessa nos Songhay, nos quais torna-se um especialista incontestável. Depois, vem sua paixão pelo cinema, que lhe fornece um novo método de estudo. Influenciado pelo Surrealismo, os trabalhos de Marcel Griaule em território Dogon e seduzido pelas regras essenciais da inspiração e da intuição, ele capta, filma a evolução do continente africano e da sociedade francesa. Sua escrita cinematográfica influenciará a geração de cineastas da Nouvelle Vague.
Em 1960, ele classifica sua maneira de filmar como « Cinema Direto », seguindo o exemplo de seus mestres Robert Flaherty e Dziga Vertov, e mais tarde « Transe Criador ». Sua obra, diversas vezes reconhecida em Veneza, Cannes e Berlim, se compõe de documentários etnográficos (Maîtres fous; Sigui synthèse), sociológicos (Chronique d’un été) e ficções (Moi, un Noir; Cocorico Monsieur Poulet). Jean Rouch foi diretor da Cinemateca Francesa, diretor de pesquisa honorário no CNRS (Centro Nacional da Pesquisa Científica) e secretário geral do Comitê do Filme Etnográfico.
A Caça ao Leão com Arco (1965) La Chasse au Lion à L' Arc
A Pirâmide humana (1960) La pyramide humaine
Crônica De Um Verão (1960) Chronique D'Un Été
Eu, um Negro (1959) Moi, un Noir
Mosso Mosso, "Jean Rouch como se" (1998) Mosso Mosso
Os Mestres Loucos (1955) Les Maîtres Fous
Os tambores do passado (1971) Tourou et Bitti, les tambours d´avant
Paris visto por (1965) Paris vu par
Pouco a Pouco (1972) Petit à Petit