Coleções

Aqui você encontra parte da produção de filmes de ficção e documentários que se caracteriza por sua qualidade reconhecida, e agrupadas em coleções para facilitar sua escolha.

Paisagens Coreográficas Contemporâneas

O Ministério francês das Relações Exteriores e Européias (DAE – Direction de l’Audiovisuel Extérieur) e o Centre National de la Cinematographie (Service de la Diffusion Culturelle – catalogue Images de la Culture) criaram um programa conjunto de filmes sobre dança, destinado à exibição em salas de projeção do mundo todo. Esta coleção de 23 filmes, representativa do que a França produziu de melhor na área cinematográfica nos últimos anos, foi organizada com o objetivo de ampliar o patrimônio dedicado a espetáculos vivos disponível nas mediatecas e de promover este gênero cinematográfico no âmbito de festivais.

A seleção – um panorama da dança contemporânea que ilustra, de um filme a outro, sua riqueza e criatividade – apresenta, para um vasto público, aspectos específicos da criação coreográfica, desenvolvidos por cineastas que souberam explorar e modelar este universo, ou por coreógrafos-diretores desejosos de documentar a arte que eles próprios praticam. A criação audiovisual em todas as suas formas – biografias, ensaios, remontagens, experiências ou ficções – é um testemunho de trabalhos artísticos, vivências e encontros, delineando uma paisagem coreográfica diversificada, em que as características estéticas e estilísticas se cruzam ou se justapõem.

Para ilustrar esta trajetória eclética e os diversos elementos que a constituem, citaremos algumas pistas a explorar.

Em primeiro lugar, uma série de documentários cuja particularidade é o fato de terem sido produzidos por coreógrafos : Alain Buffard, que homenageia Anna Halprin, personalidade do mundo da dança contemporânea americana, em seqüências interpretadas por ambos; Régis Obadia, que retraça a trajetória de Dominique Mercy, como se buscasse revelar o segredo deste excepcional bailarino de Pina Bausch; Seydou Boro, que desenha um retrato de Irène Tassembédo, com um filme que revela o novo impulso da dança contemporânea africana; Jeannette Dumeix, que explora a questão da terminologia da dança e compõe um glossário em imagens e movimentos; Alain Platel, que comemora os 20 anos da sua companhia, Les Ballets C. de la B., apresentando seqüências que traçam o perfil dos intérpretes movimentando-se no dia-a-dia; por fim, Josef Nadj, que apresenta um auto-retrato em que revela as origens da sua dança. Josef Nadj e Alain Buffard, assim como vários outros coreógrafos do sexo masculino (Angelin Preljocaj, Mark Tompkins, Christian Bourigault, Dimitri Chamblas, etc.), estão presentes em L’Homme qui Danse, documentário em que Rosita Boisseau e Valérie Urréa exploram a questão da identidade masculina no universo da dança contemporânea francesa. Outros documentários mergulham no cerne do processo coreográfico, acompanhando o trabalho de elaboração de um espetáculo : Cris de Corps, sobre O’More, criação do senegalês Bernardo Montet; Odile Duboc, une Conversation Chorégraphique, sobre a remontagem de Projet de la Matière, um dos principais trabalhos da coreógrafa; Les Pieds sur Scène, filme que marca uma etapa para a companhia Black Blanc Beur; Danser l’Invisible, para captar a essência do trabalho do japonês Saburo Teshigawara, coreógrafo que vem conquistando um espaço crescente na França nos últimos anos; e, por fim, Corps Accords, que nos faz mergulhar diretamente na criação de April Me, da coreógrafa Anne Teresa de Keersmaeker e do compositor Thierry De Mey.

É também o compositor Thierry De Mey que vemos, desta vez com a câmera na mão, filmando uma remontagem magistral do espetáculo de William Forsythe, One Flat Thing. Longe de serem uma simples captação de imagens, essas remontagens cinematográficas liberam-se da estrutura cênica para conduzir-nos a cenários naturais situados em paisagens longínquas ou mobilizar técnicas cinematográficas que buscam romper a frontalidade do espetáculo vivo. É o caso dos filmes La Madâ’a, em que Benjamin Silvestre transpõe o espetáculo de Héla Fattoumi e Eric Lamoureux para o sul da Tunísia; Uzès Quintet, em que Catherine Maximoff recompõe as criações de cinco coreógrafos em plena natureza; Divagations dans une Chambre d’Hôtel, em que Philippe Barcinski e Dainara Toffoli fragmentam e amplificam uma coreografia de Bruno Beltrão; ou Kaspar Konzert, em que François Verret, com a ajuda de Sylvie Blum, posiciona o espectador em pleno sopro vital do dançarino Mathurin Bolze, no ponto exato em que vibra o coração do seu dispositivo coreográfico; e é também o caso de Paso Doble, performance de Josef Nadj e Miquel Barceló, cujos segredos Augustí Torres filma em cada marca deixada na argila.

Por fim, algumas ficções experimentais nos conduzem pelos caminhos insólitos da criação, uma criação abundante em que cinema e dança avançam de mãos dadas, abrindo, para nós, perspectivas infinitas e ainda pouco exploradas. É o caso dos filmes de Pierre Coulibeuf, Somewhere in Between (com Meg Stuart) e Pavillon Noir (com Angelin Preljocaj), bem como de dois filmes oriundos da escola de Le Fresnoy : Entropie, de Jérôme Thomas, e Le Corps Silencieux, de Emmanuel Vantillard.

Sejam documentários, remontagens ou ficções, cada uma dessas propostas ricas em emoções é um convite a explorar a imensa criatividade da dança contemporânea captada pela imagem. Desenvolvido com o objetivo de viajar pelos quatro cantos do mundo, o programa está disponível por unidades para a rede francesa de divulgação, e na forma de duas coleções de DVD multilíngües para os outros países. O projeto pôde ser concretizado graças ao apoio de parceiros institucionais, aos quais agradecemos pelos preciosos conselhos : Arte France (Unidade Espetáculos), Centre Pompidou (Vidéodance) e Culturesfrance (Divisão de Dança).

-

CLIQUE AQUI PARA SOLICITAR A COLEÇÃO COMPLETA.

Documentários