A atriz Charlotte Rampling participa do Festival do Rio 2006, apresentando vários filmes (incluindo Lemming de Dominik Moll). Leia aqui uma curta entrevista da estrela com o site do Festival.
Festival do Rio: Ao lado de Os Deuses Malditos, outro filme muito importante no começo da sua carreira foi o polêmico O Porteiro da Noite, de Liliana Cavani. Como foi trabalhar com ela?
Charlotte Rampling: Uma grande diretora, rígida e determinada em suas idéias, mas muito talentosa e de grande visão. Eu ainda era uma iniciante, e estava formando a minha carreira, talvez por isso tenha sido um pouco difícil para mim. Porém Liliana Cavani é uma artista que respeito muito.
Além de Visconti, a senhora trabalhou com cineastas de talento e prestígio como Woody Allen, Sidney Lumet, Alan Parker e Nagisa Oshima. Como foram essas experiências?
Na verdade não existem muitas diferenças, quase todos os sets de filmagens são iguais. Existem algumas variações de equipes, de quantidade de gente numa filmagem, mas é tudo basicamente a mesma coisa. E cada cineasta com quem trabalhei foi uma experiência única, diferente, especial. Não dá pra dizer que um diretor foi melhor que outro. Tenho apreço por todos os cineastas com quem trabalhei.
Mas a senhora construiu uma carreira no cinema europeu e também participou de vários filmes americanos de cineastas importantes, como Woody Allen e Sidney Lumet. Nem entre os sets de filmagem da Europa e dos Estados Unidos existem diferenças?
Nesse caso sim, existem. As equipes americanas são bem maiores que as européias e o jeito de filmar geralmente é mais metódico, mais industrial.
A senhora participou de filmes importantes de cineastas de prestígio, mas também trabalhou em filmes puramente comerciais, como Asilo do Terror e Orca, a Baleia Assassina. De que forma a senhora escolhe os filmes em que trabalha?
Gosto de desafios, de personagens complexos, de filmes que tenham uma preocupação social ou artística. Mas também não me importo em fazer filmes de entretenimento, contanto que o personagem ou a história me interesse, me desperte alguma curiosidade.
O que a senhora está achando do Festival do Rio?
É um festival diferente dos que eu estou acostumada a ver. Existe uma pluraridade, um ecletismo aqui que não vejo em nenhum outro festival de cinema no resto do mundo. O Festival do Rio é bastante eclético e isso é muito bom.
Oswaldo Lopes Jr.
Todos os filmes franceses do Festival do Rio 2006, com horários das sessões no
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